terça-feira, 19 de julho de 2011

Resenha crítica do Filme "Tempos Modernos"

O filme aborda o início de uma ideologia que vai posteriormente gerar os princípios da Administração Científica. O personagem principal é um empregado de uma grande fábrica (Charles Chaplin), que realiza o trabalho repetitivo de apertar parafusos. De tanto apertar parafusos, o rapaz tem problemas de stress e perde a razão sendo necessário interná-lo em um Hospital. Embora seja um filme antigo (início do século XX), ele traz temas intrínsecos a nossa realidade atual.  
Ou seja, a eterna ameaça de estafa que a vida moderna impõe: a correria diária, a poluição sonora, as confusões entre as pessoas, os congestionamentos, as multidões nas ruas, o desemprego, a fome, a miséria... dentre outros.
Devido as confusões que ele causa no trabalho diante de seu quadro de estafa, o operário vai preso por irresponsabilidade e na cadeia ele encontra tudo aquilo que ele deveria ter mediante horas de esforço físico no trabalho, ou seja comida, segurança e abrigo. Ao sair da prisão, desempregado, ele encontra a fabrica fechada, por motivo de greve. A greve representa a Teoria das Relações Humanas de Mayo que reagia a teoria clássica de Taylor.

Na sua busca por emprego ele sempre era instruído a fazer algo, mas fazia errado e era novamente demitido. Nesse ponto demonstra a importância da necessidade do treinamento das pessoas antes de ingressarem na empresa.
O filme faz uma crítica ao sistema de trabalho adotado na época (Taylor) onde as pessoas se submetiam a enormes jornadas de trabalho, péssimas remunerações e condições de trabalho, a falta de incentivos aos trabalhadores, ou seja, uma crítica ao sistema capitalista desigual, que na época acabou por contribuir para a marginalização das pessoas.

Existe uma outra personagem do filme, uma menina do cais que se recusa a passar fome, vive na miséria e tem de roubar alimentos para comer, pois, além disso, mora com as suas duas irmãs menores, seu pai está desempregado e as três são órfãs de mãe. O pai morre durante uma manifestação de desempregados e as duas pequenas são internadas em um orfanato. A moça foge para não ser internada e volta a roubar comida. A sua história cruza com a do operário: depois de roubar o pão de uma senhora, a polícia vai prendê-la e o operário assume a autoria do assalto. Ela representa a situação de marginalização das pessoas.
Portanto, o filme que faz uma crítica ao sistema desigual da época, mostrando a realidade dos operários e a dos patrões, e a desordem encontrada nos centros das cidades. A racionalização do trabalho.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO EM EQUIPE!

O tema é muito discutido na mídia, em palestras, seminários; e tem se destacado como uma das competências que o profissional deve ter para se destacar em meio a um processo seletivo. Trabalhar em equipe é um exercício de paciência, comunicação e permissão para que as pessoas encontrem seus espaços para propor e testar novas idéias.

O psicólogo Abraham Maslow constatou através de seus estudos que o indivíduo possuem vários tipos de necessidades. Uma vez descoberta essas necessidades, ele as destacou em uma pirâmide que representa uma escala de importância. Uma dessas necessidades se trata do relacionamento interpessoal, ou seja saber se relacionar com o outro e sermos aceitos por eles. Pode-se afirmar que sem isso o nosso trabalho se torna enfadonho e monótono.

Mas há uma diferença entre trabalho em grupo e trabalho em equipe.  O grupo é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, que em geral se reúnem por afinidades. No entanto, esse grupo não é uma equipe. Pois, equipe é um conjunto de pessoas com objetivos comuns  atuando no cumprimento de metas específicas. Ou seja, em uma equipe todos trabalham juntos para atingir  uma meta específica, fazer um bom trabalho.

Um equipe eficaz é mais do que ter um grupo de pessoas. O trabalho em equipe precisa ser planejado, elaborado; pois não se trata de uma técnica administrativa e sim de uma princípio de gestão. Ele requer nivelamento de informações para que todos caminhem na mesma direção.

Uma das maiores riquezas no trabalho em equipe está na diversidade de contribuições, afinal é lógico que as pessoas não são iguais. Nesse sentido, opiniões, formações, ponto de vista, qualificações diferentes; só qualificam cada vez mais a natureza do trabalho a ser realizado. Ninguém pode acumular sozinho todas as áreas do conhecimento para garantir o melhor atendimento de nossas necessidades atuais.

É importante salientar que diferente do trabalho em grupo, em uma equipe cada membro sabe o que os outros estão fazendo e sua importância para o sucesso da tarefa. A equipe tem um objetivo em comum, mas desenvolvem metas coletivas que devem estar direcionadas ao alcance daquilo que foi determinado. Daí a necessidade do profissional de hoje procurar adquirir novos conhecimentos das mais diferentes especialidades que as novas tecnologias tem solicitado. Portanto, destaca-se hoje no mercado de trabalho aquele profissional que tenha conhecimento em outras línguas, em informática, etc. Para determinados cargos não basta que o profissional tenha somente o nível superior, mas que sejam especialistas, mestres ou até doutores.

Alguns autores relatam que o trabalho em equipe pode ser entendido como uma estratégia do homem para melhorar a efetividade do trabalho. Para alcançar essa realidade a equipe precisa saber a missão e visão da empresa, as metas e objetivos a serem alcançados (neste caso é preciso que a comunicação entre as pessoas seja bastante clara), respeitar a individualidade do outro (cada um tem seus talentos), estabelecer os papéis e funções de cada um, aprender a lidar com os conflitos (pois é inevitável os choques de opiniões); e realizar a avaliação e monitoramento dos trabalhos.


Portanto, saber trabalhar em equipe pode ser um diferencial de um sujeito para que ele se destaque no mercado de trabalho e se desenvolva profissionalmente. Mas convém destacar que trabalhar em equipe é muito mais divertido do que trabalhar individualmente!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Educação Financeira.

Na Revista VOCÊ RH, edição 16, saiu uma matéria muito interessante acerca de uma ferramenta importante para o setor de RH: a de educação financeira.

A matéria mostra que a falta de planejamento financeiro do funcionário pode afetar o seu desempenho no trabalho, deixando de ser um problema pessoal. Aí é a hora em que o RH entra, na busca de ajudar esse funcionário a planejar.

Muitas empresas começam a adotar programas de educação financeira onde os funcionários recebem orientação  sobre como utilizar a planilha de orçamento doméstico, que vai ajudá-los  não somente na organização de seus gastos, mas também a rever seus padrões de consumo. O interessante nisso tudo, é a busca pela aceitação de novos valores. Numa país onde as pessoas tem tido cada vez mais acesso a itens que antes eram inacessíveis, fica difícil controlar o consumismo. E isso é tão preocupante, que os maus exemplos se perpetuam dentro de nossas casas.

Outro fator interessante é que as empresas estão se preocupando com o sigilo das informações. Funcionários que procuram ajudam, terão toda a orientação deforma sigilosa, não o expondo aos colegas de trabalho. Muitas vezes esse programa é gerenciado por um Assistente Social, que já em traz em sua bagagem profissional e em seu aprendizado acadêmico o saber lidar com situações delicadas.

Atitudes que só enobrecem as empresas que se preocupam também com seus funcionários. Sabemos que o impacto maior vai ser ainda na lucratividade da empresa. Porém essa ação pode ganhar rumos maiores, orientando cada vez mais as pessoas a saber lidar com a sua situação econômica. Evitando endividamentos e proporcionando meios dessas pessoas alcançarem seus sonhos.


Segue abaixo algumas dicas que foram dadas por um especialista em Finanças Pessoais (André Massaro):

  1. ATENÇÃO AO COMPORTAMENTO. Funcionários com hábitos de consumo incompatíveis com seu salário podem estar com problemas de endividamento e desequilíbrio financeiro;
  2. NÃO FACILITE DEMAIS. Não incentive o endividamento de seus funcionários. A empresa deve ser criteriosa  na oferta de crédito consignado e de outras "facilitações financeiras";
  3. INVISTA EM EDUCAÇÃO. Desenvolva um programa de educação financeira regular e consistente  para conscientizar os empregados sobre a importância do equilíbrio das contas pessoais;
  4. NÃO CONDENE. AJUDE. Não exponha nem condene um funcionário com problemas financeiros. Procure orientá-lo e ajudá-lo, desde que essa ajuda não implique em emprestar dinheiro;
  5. É PROBLEMA DA EMPRESA, SIM SENHOR! Não trate o desequilíbrio financeiro dos funcionários como um problema pessoal. Afinal, a empresa arca com o ônus da queda da produtividade causada pelo estresse financeiro.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

ATITUDES PARA DIMINUIR OS IMPACTOS DA ROTATIVIDADE


Existem algumas atitudes que o gestor pode tomar para que se possa diminuir o índice de rotatividade na sua empresa, como por exemplo, o simples fato da empresa possuir um programa de Planejamento de Carreiras já é fator para a diminuição da rotatividade.

Outra atitude que precisa ser tomada é procurar saber como os funcionários estão percebendo a empresa em que trabalham. Uma pesquisa de clima pode ajudar nessa escuta, ou até mesmo chamá-los para uma conversa informal. Nessas conversas, é preciso deixá-los à vontade para falar e fazer perguntas sobre ações que podem ser feitas para melhorar o clima e aumentar a motivação.

Essa visão sobre como está o clima na empresa pode ser feita também no momento da entrevista de desligamento, assim haverá a oportunidade de perceber onde é preciso mudar. No momento em que um funcionário pede demissão, a empresa tem a oportunidade de conhecer pontos de melhoria importantes. É claro que existem exceções, mas em regra geral, os funcionários têm muito a falar sobre questões internas que podem estar sendo ignoradas pelos gestores.

Capacitar os funcionários também pode ser uma boa escolha, pois além de ser uma forma de melhorar o trabalho da empresa, é uma excelente ferramenta para reduzir a rotatividade de pessoas.

Além dessas ações, existem outras que podem ser tomadas para diminuir o índice de rotatividade, como por exemplo:

• Praticar o endomarketing;
• Motivar constantemente os funcionários;
• Pagar salários acima da média;
• Oferecer benefícios que melhore a qualidade de vida dos funcionários;
• Ter metas e objetivos realistas;
• Abrir um canal de comunicação para os colaboradores, onde eles possam expressar suas opiniões e sugestões sem terem o medo de serem repreendidos;
• Acima de tudo: tratá-los com respeito!


terça-feira, 12 de julho de 2011

Há semelhanças entre Gestão de Competências e Gestão de Desempenho?

Atualmente as empresas tem adotado o modelo de Gestão de Competências como principal metodologia de planejamento estratégico. Esta se trata da forma de detectar e medir os conhecimentos e as habilidades necessárias para a execução de determinadas tarefas. Ou seja, Gestão de Competências diz respeito a avaliar se determinados profissionais possuem a real competência (conhecimento + habilidade) para exercer aquela atividade.

Com relação a Gestão de Desempenho ela procura estimular ou julgar o valor, as qualidades de uma pessoa. Constitui uma técnica imprescindível na atividade administrativa. Seu caráter é fundamentalmente orientativo uma vez que redireciona os desvios, aponta para as dificuldades e promove incentivos em relação aos pontos fortes.

Ambas as Gestões (competência e desempenho) dizem respeito a unir competências da organização com as de seus colaboradores, portanto o principal objetivo de ambas está na função de atrair, desenvolver e manter o pessoal necessário para o alcance dos objetivos organizacionais. Ou seja, as duas gestões orientam e promovem a integração dos diversos subsistemas de recursos humanos.

Outra semelhança é que em ambas as gestões pressupõem um processo que considera a interdependência entre os atos de planejar, acompanhar e avaliar.

Há ainda alguns estudiosos que afirmam que ambas as gestões podem intensificar o controle social sobre o trabalhador, bem como levar à individualização do trabalho. Fato é que, embora sejam vistas de forma teoricamente fragmentada, existe uma correlação entre elas, parecem complementar-se dentro de um contexto de gestão organizacional.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Atitude!

Olá caros amigos,

Recebi este e-mail de uma amiga muito querida, em um momento bem oportuno... resolvi compartilhar com vocês... Obrigada Mara! Afinal, atitude é tudo!


"Luis é o tipo de cara que você  gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo  de positivo para dizer. Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a  resposta seria logo: 'Ah.. Se melhorar, estraga'. 
Ele era um gerente especial em um restaurante, pois  seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato.  Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Luis  estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação. 
Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia  lhe perguntei: 'Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo. Como faz isso?'

Ele me respondeu: 'A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo: Luis, você tem duas escolhas hoje: Pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu escolho ficar de bom humor. Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher  bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo. Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar  a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida'. 'Certo, mas não é fácil' - argumentei. 

'É fácil sim', disse-me Luis. 'A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda situação sempre  oferece escolha. Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas afetarão o seu  humor. É sua a escolha de como viver sua vida'.
Eu pensei sobre o que o Luis disse e sempre lembrava  dele quando fazia  uma escolha. 
Anos mais tarde, soube que Luis um dia cometera um  erro, deixando a porta de serviço aberta pela manhã. Foi rendido por assaltantes. Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele. Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e  levado para um hospital.. 
Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de  tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo. Encontrei Luis mais ou menos por acaso. Quando lhe perguntei como estava, respondeu: 'Se melhorar, estraga'. Contou-me o que havia acontecido perguntando: 'Quer ver minhas cicatrizes'? Recusei ver seus ferimentos,  mas  perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do  assalto. 'A primeira coisa que pensei foi que deveria ter  trancado a porta de trás', respondeu. 'Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei  que tinha duas escolhas: Poderia viver ou morrer. Escolhi viver'! 
'Você não estava com medo'? Perguntei. 'Os para-médicos foram ótimos. Eles me diziam que tudo ia dar certo e  que ia ficar bom. Mas quando entrei na sala de emergência e vi a  expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Em seus lábios eu lia: Esse aí já era. Decidi então que tinha que fazer algo'. 
'O que fez' ? Perguntei. 
'Bem.. Havia uma enfermeira que fazia muitas  perguntas. Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: sim. Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei; Sou alérgico a balas! Entre risadas lhes disse: Eu estou escolhendo viver, operem-me como um  ser vivo, não como um morto'. 
Luis sobreviveu graças à persistência dos médicos...  mas sua atitude é que os fez agir dessa maneira. 
E com isso, aprendi que todos os dias, não importa  como eles sejam, temos sempre a opção de viver plenamente. 

Afinal de contas, 

"ATITUDE É TUDO".